domingo, 15 de agosto de 2010
Este espaço propõe discussões sobre o uso pedagógico de mídias na escola: práticas inovadoras. Será que enquanto professor tenho feito um bom uso dos recursos midiáticos na minha escola? O uso pedagógico de mídias na escola é um tema abrangente, atual, que deve ser explorado e trabalhado por todos nós. Ao longo do Curso Especialização em Tecnologias percebemos o quanto é importante a inserção do professor neste processo de novas descobertas. Não podemos agir como o velho professor que voltou ao planeta Terra e constatou que tudo havia mudado menos a escola, local de criação e recriação do conhecimento. O século XXI chegou e com ele uma nova forma de educar. Este é um Blog em construção, portanto aceito sugestões e críticas para enriquecê-lo e continuarmos conversando sobre EDUCAÇÂO.
Formação de professores X multimídias X getão escolar
Há uma imensidão de artigos e teses escritos sobre o uso pedagógico das mídias na educação, fiz uma breve leitura de algumas e constatei que em muitas delas há a preocupação com a formação e inserção de professores nesse contexto; em algumas escolas públicas temos laboratórios bem equipados com aparelhos e infra-estrutura enquanto que em outras apenas um rádio/TV e sem estrutura adequada.
Reflexão: Por que existe esta discrepância na realidade escolar do país?Será que a deficiência está nas gestões escolares?
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
VIDA MARIA
A animação do diretor Márcio Ramos apresenta a vida de Maria, da infância à vida adulta, de uma menina entusiasmada pelo conhecimento à uma mulher que perpetua um estilo de vida marcado pelas adversidades do sertão brasileiro.
"Vida Maria" é um filme curta-metragem realizado com recursos do edital "3º Prêmio Ceará de Cinema e Vídeo", realizado pelo Governo do Estado do Ceará, onde recebeu nota máxima na categoria "Ficção-Animação-Filme". O curta se consagrou nos festivais de cinema em 2007 e encerrou o ano como o filme mais premiado do Brasil.
Fonte: http://www.viacg.com/
A volta do velho professor
Em pleno século XX, um grande professor do século passado voltou à Terra e, chegando à sua cidade, ficou abismado com o que viu: as casas altíssimas, as ruas pretas, passando umas sobre as outras, com uma infinidade de máquinas andando em alta velocidade; o povo falava muitas palavras que o professor não conhecia (poluição, avião, metrô, televisão...); os cabelos de umas pessoas pareciam com os do tempo das cavernas e as roupas deixavam o professor ruborizado.
Muito surpreso e preocupado com a mudança, o professor visitou a cidade inteira e cada vez compreendia menos o que estava acontecendo. Na igreja, levou susto com o padre que não mais rezava em latim, com o órgão mudo e um grupo de cabeludos tocando uma música estranha. Visitando algumas famílias, espantou-se com o ritual depois do jantar: todos se reuniam durante horas para adorar um aparelho que mostrava imagens e emitia sons. O professor ficou impressionado com a capacidade de concentração de todos: ninguém falava uma palavra diante do aparelho.
Cada vez mais desanimado, foi visitar a escola – e, finalmente, sentiu um grande alívio, reencontrando a paz. Ali, tudo continuava da mesma forma como ele havia deixado: as carteiras uma atrás da outra, o professor falando, falando... e os alunos escutando, escutando, escutando...
Muito surpreso e preocupado com a mudança, o professor visitou a cidade inteira e cada vez compreendia menos o que estava acontecendo. Na igreja, levou susto com o padre que não mais rezava em latim, com o órgão mudo e um grupo de cabeludos tocando uma música estranha. Visitando algumas famílias, espantou-se com o ritual depois do jantar: todos se reuniam durante horas para adorar um aparelho que mostrava imagens e emitia sons. O professor ficou impressionado com a capacidade de concentração de todos: ninguém falava uma palavra diante do aparelho.
Cada vez mais desanimado, foi visitar a escola – e, finalmente, sentiu um grande alívio, reencontrando a paz. Ali, tudo continuava da mesma forma como ele havia deixado: as carteiras uma atrás da outra, o professor falando, falando... e os alunos escutando, escutando, escutando...
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Escola X Novas tecnologias
Mesmo com todas as novas tecnologias e a necessidade de incluí-las no processo educativo, uma boa escola continua a ser o que sempre foi: acima de tudo, um espaço em que crianças e adolescentes se encontram, em um ambiente, regulado por adultos qualificados, que oferece proteção contra o mundo e em que todos são tratados com atenção e com respeito.
Essa exigência fundamental de boas relações humanas vale para qualquer tipo de escola, por maiores que possam ser as diferenças entre os princípios filosóficos e os valores, as concepções do papel da religião, da autoridade, as prioridades de ensino, em termos tanto de conteúdos como de métodos.
Cada escola possui seu jeito próprio de ser e de educar. Mas, para todas elas, não é mais possível ignorar as novas tecnologias, pois elas podem melhorar tremendamente a quantidade e a qualidade da educação oferecida. Do ensino curricular mais tradicional às formas mais "alternativas" de educar, qualquer escola só tem a ganhar com a introdução de recursos como os da informática e da Internet.
De certa forma, não aproveitar as novas tecnologias e o que elas podem nos trazer – em termos de possibilidades de pesquisa, de aprendizagem, de autoria e de comunicação – está ficando cada vez mais parecido com o que seria educar antigamente ignorando canetas e livros...
Em escolas particulares e nas redes públicas, uma nova tarefa de pais que buscam a melhor educação para seus filhos passa a ser pressionar no sentido da incorporação das novas tecnologias ao processo educativo. É preciso conscientizar-se, especialmente, de que o seu não aproveitamento em nossas escolas públicas já está criando um novo tipo de exclusão social, o "iletronismo", e corremos o risco de formar gerações de jovens de origem popular que não puderam explorar e dominar as novas tecnologias nem em seus lares nem nas escolas.
Em suma, mesmo se as constantes revoluções tecnológicas precisam ser levadas em conta, uma boa escola continua sendo aquela na qual confiamos e à qual nossos filhos retornam com prazer. Não há solução tecnológica capaz de transformar um espaço pobre em relações humanas em um lugar interessante e capaz de gerar uma boa educação. Isso ainda é o fundamental e é a partir daí que podem ser experimentadas novas formas de ensinar e de aprender, cujo potencial apenas começamos a vislumbrar.
Essa exigência fundamental de boas relações humanas vale para qualquer tipo de escola, por maiores que possam ser as diferenças entre os princípios filosóficos e os valores, as concepções do papel da religião, da autoridade, as prioridades de ensino, em termos tanto de conteúdos como de métodos.
Cada escola possui seu jeito próprio de ser e de educar. Mas, para todas elas, não é mais possível ignorar as novas tecnologias, pois elas podem melhorar tremendamente a quantidade e a qualidade da educação oferecida. Do ensino curricular mais tradicional às formas mais "alternativas" de educar, qualquer escola só tem a ganhar com a introdução de recursos como os da informática e da Internet.
De certa forma, não aproveitar as novas tecnologias e o que elas podem nos trazer – em termos de possibilidades de pesquisa, de aprendizagem, de autoria e de comunicação – está ficando cada vez mais parecido com o que seria educar antigamente ignorando canetas e livros...
Em escolas particulares e nas redes públicas, uma nova tarefa de pais que buscam a melhor educação para seus filhos passa a ser pressionar no sentido da incorporação das novas tecnologias ao processo educativo. É preciso conscientizar-se, especialmente, de que o seu não aproveitamento em nossas escolas públicas já está criando um novo tipo de exclusão social, o "iletronismo", e corremos o risco de formar gerações de jovens de origem popular que não puderam explorar e dominar as novas tecnologias nem em seus lares nem nas escolas.
Em suma, mesmo se as constantes revoluções tecnológicas precisam ser levadas em conta, uma boa escola continua sendo aquela na qual confiamos e à qual nossos filhos retornam com prazer. Não há solução tecnológica capaz de transformar um espaço pobre em relações humanas em um lugar interessante e capaz de gerar uma boa educação. Isso ainda é o fundamental e é a partir daí que podem ser experimentadas novas formas de ensinar e de aprender, cujo potencial apenas começamos a vislumbrar.
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